sábado, 5 de novembro de 2011

Seis Gatinhas falando sobre o uso do C-14...

 Museu de Arqueologia de Xingó

     Os seres vivos recebem o C-14 por meio do alimento e da água, mantendo um nível constante dele no corpo. Enquanto existir vida a porcentagem de C-14 no organismo da planta ou do animal será igual à porcentagem presente na atmosfera. Quando o ser morre, esse equilíbrio é perturbado, pois não há mais o acúmulo de carbono, porém o decaimento radiativo é mantido.

     Contudo, essa atividade diminui com o passar do tempo. Após 5.730 anos (equivalente à meia vida do carbono), ela, que era de 14 desintegrações por minuto para cada grama do carbono (14 dpm/g), passa para 7 dpm/g. Desse modo, quanto maior o período depois da morte, menos do C-14 permanece no corpo. Assim, é possível saber a data aproximada da existência desse ser vivo.






Fotos tiradas no Museu de Arqueologia de Xingó, onde foi usado C-14 para descoberta da idade desses fósseis.

Seis Gatinhas falando da Hidrelétrica de Xingó - aspectos físicos

 Hidrelétrica de Xingó

 Hidrelétrica de Xingó

          Na década de 50, quando ainda se desenvolviam os trabalhos de implantação da primeira usina hidrelétrica em Paulo Afonso, a Usina Hidrelétrica de Xingó foi objeto de estudos, num nível que hoje seria denominado "Pré-Inventário".

         Outros aproveitamentos em Paulo Afonso e ao longo do rio São Francisco ganharam prioridade, e só em março de 1982, com base no relatório "Estudos para Escolha do Local de Implantação", a Chesf submeteu à Eletrobrás sua opção pelo eixo onde está erguida a Usina que, prevista para ser construída a partir de 1983, somente teve os trabalhos efetivamente iniciados em março de 1987.
Localiza - se entre os estados de Alagoas e Sergipe, situando-se a 12 quilômetros do município de Piranhas e a 6 quilômetros do município de Canindé de São Francisco.
A hidrelétrica é dividida em 2 complexos com 12 comportas, ou seja 6 para cada uma, que servem como liberantes quando o nível da água estiver muito alta. A base da hidrelétrica possui 386m de largura, que vai se afinando até chegar ao topo com 12m, e possui 141m de altura, só que sua capacidade total chega até 138m devido a pressão. Tendo sua construção começada em 10/06/1987 terminando em 1997.
O início que cada turbina funcionou foi a 1ª em 94, a 2ª e 3ª em 1995, 4ª e 5ª em 1996 e a 7ª em 1997, e cada uma gera 500 MW, tendo um total de 3000 MW no final. E a energia produzida se dividem em Sergipe, Alagoas e Paulo Afonso.
A energia produzida é feita por gravidade. Antes o percurso do rio era plano e para fazer a usina precisava de uma queda, então foi criado 4 Túneis dentro das rochas para desviar a água e começar a construção da barragem, para que assim houvesse a queda. Depois da barragem construída, e para chegar ao nível correto os engenheiros fecharam os 4 túneis, acabando com o rio formado após a barragem, que voltou seu curso normal, quando foi aberto o 1° túnel, após o nível da barragem ser atingido, revitalizando todo o curso do rio.
Com a formação da barragem e o nível correto, a água desce por 6 canos largos que vai dar o impulso (por isso se diz que é de gravidade), a água, no qual baterá nas turbinas, fazendo-as gerar para formar energia, ou seja o ponto positivo girando, leva suas cargas para o lado negativo, onde os pólos são responsáveis pelo aumento da força conduzida para três transformadores monofásicos produzindo uma potência total de 3000 MW, dando uma volta total de 109,1 rpm (Rotação por Minuto).
O enchimento do reservatório foi iniciado em 7 de junho de 1994, já citado, sendo concluído no dia 16 do mesmo mês. Durante a operação foi realizado um completo monitoramento ambiental e garantida uma descarga suficiente para manutenção dos níveis adequados de água a jusante.

Um dos grandes impactos provocados pela construção da usina hidrelétrica de xingó, foi à demolição da cidade de Canindé para que a hidrelétrica fosse erguida, a qual se tornaria a segunda maior do país.
E com o início dessa construção, a população ribeirinha, foi dirigida a se descolar da região em que viviam, pois essa área era considerada área de risco. Devido às explosões necessárias para a construção da hidrelétrica mudando o curso natural do rio, existindo o risco de inundações até a estabilização do projeto.
 Além dos impactos ambientais, ocorreu o desaparecimento de alguns trechos do rio, por onde passava antes do seu desvio, diminuindo o nível do rio e matando animais nativos da região, na qual modificou também a flora.
 Mas, segundo a CHESF, o impacto ambiental com a construção foi de apenas 30% e o imenso paredão foi construído e fortificado apenas com pedra e argila!

                                   Hidrelétrica de Xingó
                   
Hidrelétrica de Xingó
               

            

Seis Gatinhas (ainda) falando de Flora...

 AROEIRA
          
      Nomes Populares:
Urundeúva, aroeira, aroeira-do-sertão(C),aroeira-do-campo, aroeira-da-serra, urindeúva, arindeúva.
·    Características Morfofisiológicas :
Altura de seis a catorze metros no cerrado e caatinga e até vinte a vinte e cinco metros em solos mais férteis da floresta latifoliada semidecídua, com tronco de cinquenta  a oitenta centímetros de diâmetro. .
·    Ocorrência:
 Ocorre desde o Ceará até o estado do Paraná e Mato Grosso do Sul. É mais frequente no nordeste do país, oeste dos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo e sul dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.
·    Utilidade :
A madeira é excelente para obras externas, como postes, moirões, esteios, estacas, dormentes, vigas e armações de pontes, moendas de engenho, na construção civil, como caibros, vigas, tacos para assoalhos, ripas, para peças torneadas, etc.A árvore, pela beleza de sua copa aproximadamente piramidal  e, por outras qualidades ornamentais, é indicada para arborização em geral. Seu único incoveniente  é a perda das folhas durante o inverno e o fato de provocar reações alérgicas a certas pessoas sensíveis que entrem em contato.
  Classificação taxonômica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Sapindales
Família:  Anacardiaceae
Gênero:  Astronium
Espécie :  Astronium  urundelva


 BARRIGUDA

·     Características Morfofisiológicas-
 Árvore de 6-18 m de altura, com copa ampla e bastante ramificada, de tronco intumescido com mais de 1 m de diâmetro.Casca cinza-claro, lisa e dotada de grande número de acúleos cônicos e rígidos de até 5 cm de comprimento.Folhas compostas palmadas, com 4-7 folíolos (geralmente 5), sobre pecíolos ligeiramente dilatados no ápice e na base.Flores brancas, de 1-3 por nó, em inflorescências terminais.Frutos do tipo cápsula elipsóide, deiscente, glabra, coriácea, contendo muitas sementes pequenas,cada uma de 6 mm, marrom-escuras, redondas, envoltas por pêlos finíssimos, com consistência sedosa, que ajudam na dispersão das mesmas.Planta decídua, heliófita, xerófita, de sucessões secundárias, de dispersão descontínua, porém ampla, com capacidade de dispersar as sementes pelo vento.
·     Nomes populares: i
Imbaré, embaré, árvore-da-lã, barriguda-lisa, castanha-do-ceará, e pau-de-navalha.
·     Região de existência :
 Nordeste brasileiro, na Região Agreste e Vale do Rio São Francisco.(Cerrado)
      Classificação taxonômica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malvales
Família: Bombacaceae
Género: Chorisia            
Espécie:  Chorisia glaziovii.
      Ultilidades:
 Madeira empregada em caixotaria.Casca usada na medicina caseira contra inflamação do fígado e para tratar hérnias. Pode ser usada para enriquecer capoeiras e vegetação empobrecida e na segunda fase de recomposição florestal de áreas degradada.Os pêlos que envolvem as sementes (chamados popularmente de "lã de barriguda") são empregados no enchimento de almofadas, travesseiros, colchões, selas e estofamento de móveis.Nas estradas vicinais do Nordeste brasileiro, pode ser usada como cerca viva.

Seis Gatinhas falando de Flora...

 
IPÊ-ROXO
 
Classificação taxonômica
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família:  Bignoniaceae
Género: Tabebuia
Espécie: Tabebuia  impepignosa

·         Nomes populares:
Possui  vários nomes populares como Ipê-roxo-da-mata, Ipê-una ou Pau D'arco.
·         Ultilidades:
A madeira do ipê-roxo, por ser muito pesada e de propriedades mecânicas altas, pode ser usada para acabamentos internos; artigos de esportes, como bolas de bocha e boliche, cabos de ferramentas e implementos agrícolas, construções externas, como estruturas, dormentes, cruzetas, esquadrias, lambris, peças torneadas, tacos e tábuas para assoalhos, vagões, carrocerias e instrumentos musicais, degraus de escada, arcos e flechas etc.
·         Características morfofisiológicas
 Altura de 20-35m, com tronco de 60-80 cm de diâmetro. Folhas compostas 5-folioladas; folíolos quase glabros, de 5-13 cm de comprimento por 3-4 cm de largura.
·         Ocorrência –
Maranhão até o Rio Grande do Sul. E particularmente frequente nos estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo até o Rio Grande do Sul, na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.


ANGICO

·         REGIÃO DE EXISTÊNCIA:
O angico, é  nativa de regiões tropicais americanas. No Brasil, ocorre no Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Classificação taxonômica
Classe: Magnoliopsida
Ordem:                Fabales
Família:  Mimosoideae
Gênero:  Piptadenia
Espécie:  Piptadenia falcata

·         Nomes populares
Angico-do-campo, arapiraca, curupaí, pau-de-boaz
·         Características morfofisiológicas –
 Altura de 8-16 m, com tronco revestido por grossa casca suberosa, de 30-50 cm de diâmetro. Folhas compostas bipinadas; pinas com 10-18 jugas; folíolos numerosos, opostos e luzidios. Raiz pivotante acentuada em relação às laterais. A planta jovem forma pequeno tubérculo lenhoso, em raiz axial
·         Utilidades -.
 A casca é adstringente e empregada em curtumes. A árvore apresenta características ornamentais, principalmente pela forma retorcida e suberosa de seus ramos, podendo ser empregada no paisagismo em geral. Planta pioneira, rústica e adaptada à terrenos secos, é ótima para plantios mistos em áreas degradadas de preservação permanente.



PAU-FERRO

Classificação taxonômica
Classe:    Magnoliopsida
Ordem:   Fabales
Família:  Caesalpinoideae
Gênero :   Caesalpinia
Espécie:   Caesalpinia ferrea

·         Nome populare –
Pau-ferro
·         Características morfofisiológicas –
 Altura de 20-30 m, com tronco liso e descamante de 50-80 cm de diâmetro. Folhas compostas bipinadas. O frutos (vagens) podem ser diretamente colhidos na árvore quando adquirirem coloração escura e iniciarem a queda espontânea, ou também podem ser recolhidos no chão após queda.
·         Ocorrência –
Piauí até São Paulo na floresta pluvial da encosta atlântica.
·         Utilidade
- A madeira é empregada na construção civil, como vigas, esteios, caibros, estacas, etc. A árvore é útil para o paisagismo em geral, apresentando ótimas características ornamentais e proporcionando boa sombra. Entretanto, devido à facilidade com que seus ramos são quebrados pelo vento, o plantio dessa espécie deve ser evitado em áreas de grande circulação. Como planta tolerante ao plantio em áreas abertas e de rápido crescimento, é excelente para reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente.

Seis Gatinhas falando da Hidrelétrica de Xingó - aspectos geográficos...

 Maquete da Hidrelétrica de Xingó

              A Bacia do São Francisco divide-se em quatro regiões: Alto São Francisco, das nascentes até Pirapora-MG; Médio São Francisco, entre Pirapora e Remanso – BA; Submédio São Francisco, de Remanso até a Cachoeira de Paulo Afonso, e, Baixo São Francisco, de Paulo Afonso até a foz no oceano Atlântico. Possui área de aproximadamente 645.000 km² e é responsável pela drenagem de 7,5% do território nacional. É a terceira bacia hidrográfica do Brasil, ocupando 8% do território nacional. O rio São Francisco nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra e atravessa o sertão semiárido mineiro e baiano, o que possibilita a sobrevivência da população ribeirinha de baixa renda, a irrigação de pequenas propriedades e a criação de gado. Possui grande aproveitamento hidrelétrico, abastecendo não só a região Nordeste, como também parte da região Sudeste.
           Infelizmente toda essa vastidão de água não é bem distribuída. Grande parte da população pobre perece pela falta de políticas eficazes. As ações do homem tem influência direta no clima, agravam os efeitos da seca desmatando a beira ou poluindo com esgotos residenciais. Atualmente projetos do governo buscam atenuar essa situação de degradação com as cisternas populares. A abundância das águas desse rio de nada vale se isso não servir para tornar a vida das pessoas mais digna sem prejudicar o meio ambiente.
          As alterações socioambientais que uma hidrelétrica causa nas regiões podem variar desde diminuição da concentração de oxigênio dissolvido na água, formação de camadas de água com diferentes temperaturas limitando o desenvolvimento de espécies aquáticas, obstáculo na migração reprodutiva dos peixes (piracema) afogamento da vegetação, eutrofização da água, proliferação de algas, ameaça à biodiversidade local e a fauna terrestre, deslocamento de animais de seu habitat natural além do afogamento de animais que não conseguiram fugir e o desequilíbrio dos outros habitats onde foram introduzidos os animais resgatados. Sem esquecer-se das pessoas e da cultura local que são transferidas para locais que nem sempre são dignos.
          Paulo Afonso é uma região com grandes belezas naturais, o cenário formado pelas águas do rio São Francisco pelos cânions tornam esse município um recanto turístico, seduzidos pelas belezas do sertão nordestino. Famosa por suas usinas hidrelétricas (CHESF) e por ter sido refúgio do cangaceiro Lampião a cidade já foi cenário do filme “Baile Perfumado” e atrai aventureiros em busca de emoção em esportes radicais nos cânions e adeptos do ecoturismo. Paulo Afonso foi formado por uma mistura de pessoas que vieram de vários estados do País para trabalhar na CHESF. Como é um município relativamente novo sua cultura não é concreta ainda está em formação, mas tem características básicas de qualquer região nordestina com na gastronomia que é rica em peixes da região. A economia depende do turismo e serviços como pesca, agricultura, gastronomia hotéis e artesanatos típicos para conquistar o turista.
            A política atual é comandada pelo prefeito Anilton Bastos Pereira que no ano de 2009 foi eleito pela segunda vez prefeito de Paulo Afonso pelo Democratas e atualmente sua gestão é direcionada a favor da qualidade de vida e do Desenvolvimento Econômico da população pauloafonsina. Paulo Afonso passou a Distrito do município de Glória em 30 de dezembro de 1953, tendo sue instalação se verificado em 24 de setembro do ano seguinte. Em 28 de julho de 1958, o Distrito de Paulo Afonso consegue sua autonomia política tornando-se Município.
                                         Hidrelétrica de Xingó

                                          Hidrelétrica de Xingó               




Seis Gatinhas falando da História do Cangaço...

Cangaceiros

     Entre o final do século XIX e começo do XX , surgiu no nordeste brasileiro, o cangaço, bando formado por homens armados que vagavam pelo sertão nordestino, buscando meios de sobrevivência, devido às péssimas condições sociais da região do país.
    Entre os diversos bandos de cangaço, o mais conhecido e temido na época foi o liderado por Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião (Seu apelido foi criado devido a sua rapidez no gatilho e a luz que saia do cano de sua arma), ou ainda “Rei do Cangaço”. Lampião vinha de uma família de origem pernambucana, que já se envolvia com a prática do cangaço.  
    Inicialmente, fez parte do bando de Sinhô Pereira, que passou a liderar em 1922, aprimorando a sua habilidade em matar inimigos e realizar assaltos.Lampião foi acusado de atacar pequenas fazendas e cidades em sete estados além de roubo de gado, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações, estupros e saques. O rei do cangaço e seu bando utilizavam diferentes formas de driblar a polícia, chama de volante na época. Quando morria algum integrante do bando, eles colocavam o nome do indivíduo morto em um novo integrante do grupo, para parecerem imortais, e assim, mais temidos. Outra estratégia usada para ludibriar a volante era costurar o solado das precatas ao contrário, fazendo com que fosse marcado um caminho contrário ao real. Em 1938, o governo de Alagoas se empenhou na captura de Lampião. Uma volante, comandada por João Bezerra, conseguiu cercá-lo na fazenda de Angicos, um refúgio no Estado de Sergipe. Depois de vinte minutos de tiroteio, cerca de 40 cangaceiros conseguiram escapar, mas onze foram mortos, entre eles o líder do bando e sua mulher, conhecida como Maria Bonita.
     Suas cabeças foram decepadas e expostas em locais públicos, pois o governo queria assustar e desestimular esta prática na região. Depois do fim do bando de Lampião, os outros grupos de cangaceiros, já enfraquecidos, foram se desarticulando até terminarem de vez, no final da década de 1930.

 Foto autoexplicativa.

Cabeça mumificada de Lampião.

Seis Gatinhas falando de Delmiro Golveia...


     Situada na região dos Cânions do São Francisco, Delmiro Gouveia é um município do Estado de Alagoas, antes chamado de Pedra (nome motivado pelas grandes rochas existentes no lugar). Recebeu esse nome atual, como homenagem ao empreendedor Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, que realizou diversos projetos na região.
     Feitor da primeira hidroelétrica do Brasil foi Delmiro Gouveia, nasceu no estado do Ceará, em 1863, no municipio de Ipu, e estabeleceu-se na cidade com o comércio de couros e, mais tarde construiu o primeiro shopping Center do país, também inaugurou o primeiro grande hotel internacional do país para abrigar visitantes, principalmente europeus.
     Mais tarde, Delmiro passou a ser procurado por uma grupo político liderado pelo senador Francisco de Assis Rosa e Silva, que no ano de 1911 se tornou vice-presidente da República. Sem suportar a perseguição, foi para a Europa, onde ficou por um ano em regime de exílio e retornou após saber que o seu shopping estava indo à falência sem a sua presença.
     Esse retorno se tornou crucial para a vida dele e para a construção da Usina de Angiquinho. O grupo de Francisco de Assis imaginou que Delmiro tinha ido para a Europa se fortalecer economicamente e politicamente para tentar combatê-los, mas na verdade ele estava acuado com a pressão política, então eles passaram a persegui-lo ainda mais, por conta disso, ele sofreu diversos atentados.
    Após chegar à região de Paulo Afonso, em 1902, foi para o povoado de Pedra, que hoje é a atual cidade de Delmiro Gouveia, onde comprou um terreno e no ano de 1909, trouxe um grupo de engenheiros e arquitetos, que projetaram a usina hidrelétrica. E, em 1913 foi inaugurada com um único sentido: abastecer e colocar em funcionamento uma das primeiras tecelagens da America Latina, que hoje é a atual fábrica da pedra.
     Graças à essa construção, Delmiro levou energia eletrica por 26km através de cabos e através de uma tubulação que ele adquiriu dos alemães, conduziu no mesmo ano de 1913 água encanada, até mesmo antes da energia chegar lá na vila. A Vila da Pedra foi a primeira localidade do país a ter água encanada e energia hidroelétrica.
     A cidade de Delmiro Gouveia, atualmente, possui cerca de 47.000 habitantes, com uma economia baseada na industria têxtil, comércio, agricultura e pecúaria. Uma das principais atrações turísticas de Delmiro Gouveia é a região de Angiquinho, o lugar faz parte da área rural do município. Atualmente, a cidade tornou-se uma das mais importantes do interior de Alagoas.

Hidrelétrica de Angiquinho

Hidrelétrica de Angiquinho
Hidrelétrica de Angiquinho